segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Eu estive por aí

Till we grow older
Devo dizer que estou tomando um capuccino forte, no intuito de me livrar das doses que empurrei goela abaixo da bebida do cara simpático daquele bar ? Já disse mesmo...
Eu nunca fui de baladinhas e ainda não sou (pretendo não ser), mas hoje eu precisei preencher a cabeça com distração. Para minha sorte, lá, encontrei cérebros vazios ostentando copos cheios. Não me encaixei, peguei um taxi e fui para um pub já conhecido, fiquei numa mesinha para dois na sacada e me questionei o por que do lugar da minha frente estar vago. Sempre tem o cara da vez. Mas naquele instante o que eu precisava era estar sózinha, ainda que minha carência procurasse o ombro mais próximo para repousar.
Eu fixei nas luzes da cidade enquanto a melodia de fundo era risadas e uma música meio triste, até. Uma dupla de amigos (creio), aproximaram-se perguntando sobre minha idade para um lugar daqueles. E eles engataram a conversa de um jeito... Pouco tempo depois um deles foi embora.
O que ficou era pouco extrovertido, bem sério. Mas deu continuidade à conversa, me ofereceu do drink dele e eu não sei o que me levou a aceitar. Ele me arrancou sorrisos, e soube como contornar minhas respostas que gritavam desespero. Saímos e andamos pela calçada da pequena avenida. Ouvimos músicas no celular dele e rimos bastante. Ele se destravou um pouco e me contou da vida, o que vinha aprendendo com ela e confessou ser mais velho do que tinha me contado inicialmente. É gostosa essa sensação de estar ganhando confiança... 
Eu nem sabia o nome dele. Ele nem tentou me roubar um beijo. Eu nem o vi com esses olhos. Eu via ele como a pontinha da esperança que escorria por entre meus dedos. Era pra ser uma noite vazia, que foi acrescida de uma gentileza e amor inconfundíveis, é diferente...Acolhedor, diria.
Ele deixou um papel na minha bolsa dizendo: 9658****, me ligue sempre que quiser, linda. Ian, 

sábado, 27 de dezembro de 2014

L.A., baby

Escutei seu nome ecoando na mente quando ouvir falar sobre amor genuíno. Fui no seu perfil do facebook e olhei seu nome fixamente por segundos, tentando me reconfigurar para não lembrar sempre de você ao conhecer pessoas com o seu primeiro nome. Impossível.
Como você cresceu! Sei muito bem as diferenças... Prefiro não provar tal fato, talvez me leve à dores. E chega disso, porque hoje você é um pedaço tão bonito em mim, ainda que eu fale pelos cotovelos da sua insensibilidade.
Espero que tudo na sua vida vá bem, de coração. Tomara que sua irmãzinha continue se destacando no mundo acadêmico. Espero que tenha passado a gostar mais do seu cabelo. Quero que tenha enxergado à importância das ciências exatas. E, estou aqui torcendo para que um dia alguém te faça sentir como você me fez e continua fazendo. 

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Normalidade

Acabei de chegar em casa. Larguei minha bolsa perto da entrada, soltei o cabelo num movimento brusco e rápido da cabeça, me larguei no sofá de um jeito que, provavelmente, o cara do prédio vizinho veja vestígios daquela calcinha (que você adora) por debaixo de uma saia que sempre facilita pra você.  Peguei o livro que dava bobeira na mesa de centro e desconcentrei do mundo, em um ato de amor à minha alma.Sistemas políticos sempre excitaram minha curiosidade e ler algo que contribui para afirmar minhas opiniões próprias, me faz declarar que poderia apreciar esse livro por horas. Sobre passar horas fazendo a mesma coisa, é o que penso comigo mesma enquanto desfruto do teu carinho nas minhas costas, no mesmo instante em que você me questiona sobre o que tanto penso. Prefiro deixar brechas da minha felicidades em sorrisos abertos ou na simplicidade de um: Eu gosto de estar aqui.Retomando o cunho das ideias iniciais... Eu sei que a probabilidade de ouvir o barulho da fechadura dessa porta, que vez ou outra me encara tanto, se destrancar e você passar à me encarar no lugar dela... É de uma em zero. Não me importo tanto. Minha companhia me basta por hoje. Consigo respirar as minhas certezas, sabendo que você é companhia que pode ficar em qualquer estação que a vida prescrever, mas que pode seguir comigo caso seja conveniente para ambos. E outro sorriso é fruto da minha auto-suficiência.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Por que não me canso de você ?

Quem você tá achando que é pra me tirar da cama à essa hora da madrugada?; Pra tirar meu sorriso leve do rosto?; Pra me fazer chorar por motivo algum, em dias distantes da minha tpm ? Aliás, quem é você ?
Ah, é! Você é o carinha da engenharia, que está sempre ocupado, que me presenteia sorrisos de vez em quando, que tenta me acalmar com míseras migalhas de carinho, que as vezes passa na minha mente assombrando o colorido do meu dia, que eu encontro nas letras de canções que ouvia antes mesmo de te conhecer, se bem que essa é uma época que não parece mais fazer sentido. Como era não saber de você ? Hoje, parece terrível a ideia de que você poderia ter sido apenas uma troca de olhares daquela sexta-feira.
 Foi um descuido da minha vergonha facial e tcharam! Aqui estamos. E, por outro lado, você é quem faz meus dias começarem um pouquinho mais iluminados, é o nome pelo qual espero ver nas notificações de novas mensagens, é quem decide as cores do tal colorido do meu dia, é quem me coloca num pedestal, é o "cara" de quem minhas amigas falam quando tem outro interessado em mim (elas me protegem pra você), é o aperto no peito e o frio na barriga antes dos encontros, é a ausência que preenche os vazios (ainda que isso não faça sentido e beire o nada), é quem eu gostaria de cuidar, é o meu dono indiretamente,

sábado, 20 de dezembro de 2014

Não, querido.

<3
Não, querido. 
Ninguém nunca aplicou força com tamanha exatidão ao segurar minha cintura, à não ser você. Não, ninguém jamais impôs anseios num beijo assim como você sabe fazer. Não me lembro de uma mão tão quente e que demarca território tão bem quanto a sua.
Eu adoraria me perder todo dia no seu sorriso nervoso, nos seus sussurros, nos meus arrepios causados pelos seus suspiros deixados no meu pescoço.
É que é fácil dizer que vou esquecer, que não quero mais te ver e que seu perfume vai deixar de ser meu ponto fraco. Isso, quando eu tô longe ou quando você está concentrado nas suas ocupações e eu sou só mais uma parte da sua vida, da qual você lembra (às vezes) antes de cair no sono. Mas é eu ouvir sua voz cheia de calmaria - ah! Como ela disfarça bem seus instintos- que eu desmancho, minha euforia vai embora, meus problemas vão embora. E, se por um descuido seu, seu carisma se demonstra por mim, eu já nem lembro da razão que me deixara aflita.
Eu não sei por que ainda estou aqui, e saberia bem menos se eu realmente dissesse tchau para quem me põe numa montanha russa 24 horas por dia.
Machuca, incomoda, me faz louca em milésimos, para meu coração com uma palavra, ressuscita minha alma com feições e toques, sabe colocar em ação minha personalidade mais oculta, me traz insegurança e é como caminhar no escuro sem destino nenhum.
Você meche comigo de um jeito que me faz almejar jamais estar imóvel novamente. Continue mexendo e pondo em jogo minha autenticidade. Se não fosse assim, eu não estaria aqui, caidinha por você.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Motivos pelos quais um adeus vale à pena

Seguindo sua filosofia de vida: "a vida acontece na madrugada" e, "a noite é sempre uma criança" cheguei na veracidade de tais sentenças. Cá estou eu, madrugada, a vida acontecendo e eu preciso seguir, sabe ? Encontrei divergências nos nossos anseios, na maneira como passei a enxergar você, na forma com que seus olhos tem pousado em mim.
Eu não quero seguir um desequilíbrio que, provavelmente, resultará em cobranças e momentos ruins que destruirão as lembranças boas que viveríamos (vivemos). 
 Estou te dando o que nunca precisou cobrar: maturidade. Talvez menininhas de 17 anos não consigam impor sua vontade frente à felicidade momentânea. Pode ser infantil o fundo de tudo, mas atitudes audazes é que fazem o mundo girar. Estou girando mais uma vez, e continuarei na busca porque prefiro não acreditar no seu universo paralelamente desleal à si. 
E tem sido difícil me manter no salto, como "a mulher" que você quer ali, firme, forte, sexy, sorridente, leve, sem hora pra voltar pra casa. E ainda que diga que sou "a melhor" em alguns atributos, eu digo mais alto que esse título jamais me fará ser suficiente para ser levada à sério. Principalmente por alguém que se descreve "frio".

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

...

Dia desses eu simplesmente facilitei para minha essência, resolvi aceitar as dores do passado como marcas necessárias do presente. Não fossem elas, seria eu vazia. Acredito que o que um dia foi dor interminável, mudou de estado para lembrança permanente. 
Não adianta, as pessoas gostam de ludibriar e botam fé no: o tempo cura. O tempo ? Ele é nosso maior inimigo e vai curar o que ?! Não há cura para o passado e o tempo só embrulha-o em caixinhas  separadas e estas são abertas assim que você passar naquele lugar onde você costumava ir com aquela pessoa; ou quando sentir um fio do aroma daquele perfume; ou quando aquela música tocar naquele restaurante maravilhoso, te fazendo perder o apetite; e até mesmo quando conhecer alguém que gesticula da mesma maneira.
É um fato imutável no pretérito e fortalecedor atualmente. Preciso dessas pessoas ausentes em mim, eu conheci o melhor delas, eu as fiz sorrir, eu as cuidei quando desabaram, eu as abracei, teve história e quando é assim, é eterno. Obrigada pelos que já passaram por mim, sempre haverá algo que me lembrará vocês.
Sempre.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Finalmente, eu acho

Já abri esse espaço várias vezes, como se eu tivesse algo concreto para falar de você, ou de "nós". Aposto que é um casinho daqueles em que o mês seguinte se encarregará de levar embora. Aposto nisso crendo que na semana que vem tocarei sua campainha novamente e, para não perder o costume, você abrirá a porta e me olhará como se estivesse me desafiando à entrar não só na sua casa, mas na sua vida, e ficar ali sempre.
Além do seu olhar convidativo, eu me perco de verdade na tua farsa de bom moço, na sua pseudo-calmaria que se manifesta até na forma como você respira. E olha, eu preferia resolver as tais equações químicas que forjar uma resistência ao seu beijo, à suas mãos e às suas palavras. Com você, sinto que toco a felicidade, ela se torna tão possível que penso estar sonhando.
Essa realidade difusa converte o casual no "necessário". Eu preciso de doses suas, semanais ao menos.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Beleza antiga


Não sei o que aconteceu, mas essa manhã não estava feliz com a minha aparência então, coloquei meu headphone e selecionei o modo aleatório; abri minha estufa de maquiagens, construí algo que costuma dar certo, mas nessa manhã, não deu; busquei meu delineador da marca mais cara, meu perfume favorito, meu jeans que sempre caía bem. Nada dava certo.
Fiquei debruçada no parapeito da varanda - como é horário de verão, o sol ainda estava por vir -, a sequência aleatória de músicas não me perdoou e me levou àquela música.
Como se já não bastasse o esforço que fiz pra tirar você completamente da minha mente, vem àquela bendita música me lembrar de como você amava meu sorriso; de como brincava com as ondulações do meu cabelo, as encarava meio perplexo, outras vezes, confuso; de como você era fiel à ideia de eu ser a mulher mais linda do mundo.
Voltando ao quarto, me olhei novamente no espelho e questionei de onde você tirava tanta beleza. E quando a música chegou no refrão eu finalmente relembrei: "A beleza é algo que vem de dentro". Eu era linda porque o sentimento que habitava em mim era, sobretudo, belo. Era o seu efeito florescendo pelas minhas células (?) . Era sua voz me trazendo uma leveza infinita. Eram meus olhos brilhando ao apreciar seus sorrisos. Era tudo culpa sua e eu faço com que continue sendo. Você revigora meu ares, mesmo tendo ficado numa parte da vida que não volta e, que nem precisa voltar.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Um pouco de tudo


Você não nota que finalmente se tornou mulher quando seus seios dão sinal de vida ou quando começa a chamar atenção de alguns meninos.
A ficha apenas cai quando você é ensinada que o destino não vai obedecer os encantos dos contos de fada que nos foi ensinados pela infância, quase como dogmatismos.
Claro que seria bem mais cômodo acreditar no que boa parte da sociedade pseudo-otimista diz. Entretanto, a vida é bem mais que acreditar num príncipe que foi feito pra você e que, o destino se encarregará de fazer vocês dois se cruzarem numa ocasião bem clichê que você provavelmente sentiria orgulho em contar para as amigas ou para os futuros netos. Não é assim. 
Talvez você seja desse tipo acomodada, mas eu prefiro (de coração) acreditar que não... É tão mais gostoso se pegar tão bem, depois de um fora ou notar que algo bom vem acontecendo por esforço somente seu. 
Agora, tanto homens quanto mulheres, precisam da individualidade. O que vejo por aí de amores fajutos, me dá até preguiça. Muitas vezes as pessoas estão tão dispostas a levar uma vida à dois, que esquecem da vida própria, do amor próprio, dos próprios sonhos, e vendo de fora, entristece um pouco. Eu não me meto, sabe ? Porque, atualmente, se você tenta ajudar com críticas construtivas, é lida como invejosa. Eu fico na minha, esperando que alguém não apenas passe os olhos por isso aqui, mas que abra o coração e se apegue aos bons conselhos que lhes for convenientes.

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Amores internacionais

Não me leve tão à sério meu bem, também não venha com ideais de reter minha essência. Você sabe...
Em um mês vou estar na Itália, provavelmente, estarei fazendo a boa moça para um Italiano daqueles. Na semana seguinte, talvez um holandês me convide para o teatro e você sabe que não resisto à romances internacionais. A ausência de palavras conexas ditam as atitudes. E pelo que conheço dos europeus, eles sabem agir - E como!
Mundo à fora é a minha casa. A casa deles serão meus destinos e, aqueles lábios serão onde encontrarei neutralização. 
Olhares diferentes, desafiadores. Sabores que confundem minha mente, mas que nem chegam perto do meu coração.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Te querendo

Noite fria, eu me perdendo em equações químicas e você aí. Talvez querendo vir se perder também, mas tenha a audácia de se perder nas minhas curvas, faça os caminhos que já sabe onde nos levará. Já me conhece, sabe que não faço o tipo mulherzinha medíocre em situações que imploram por um quê à mais.
Sabe perfeitamente decifrar num beijo o que eu espero daquele dia ou noite. Num toque, enaltece todo o suor ríspido psicológico de uma semana inteira. Brinca com reações provocadas. Sabe quanta energia os próprios lábios (macios) carregam. Tem noção da intensidade com que a língua impõe sua ausência de pudores dentro da minha boca. Sabe por onde começar e me deixar sem saber como fazer aquilo acabar -como se eu quisesse que acabasse-.


terça-feira, 18 de novembro de 2014

Estou deixando essas memórias e junto, você.


Um ano, ou mais. 
Eu era sua. Te via e ficava sem chão, no meu pensamento rondavam expectativas de pertencer à você algum dia. Tive isso. Meses depois me vi viciada naquele sentimento. Logo me encontrei quase morta psicologicamente, após o seu "preciso ficar sózinho." 
Você se livrou de mim. E dessa forma tive oportunidades incríveis, de beijar bocas incríveis, de conhecer pessoas incríveis, de me tornar incrível. 
Daí eu descobri que contigo eu era apenas uma subordinada de coração imundo. 
Hoje, ainda te vejo, ainda te penso, mas finalmente, sorrio. Rio por saber que a sua ação, resultou efeitos melhores em mim que em você. 
Me divirto com a sensação de liberdade, desde o momento em que você largou minha mão.
Só que hoje parei para TE fazer pensar que são os últimos dias em que você sentirá minha presença e mesmo que tente resistir, você não disfarça bem sua valorização pelo o meu "estar ali". Você olha sim, as pessoas notam e eu finjo que nem ligo. Você não é má pessoa -repito pela milésima vez- só que essa sua preguiça da vida e essa vontade de assistir tudo de camarote e não participar do espetáculo, me fazem ter pena de você.
Duas semanas, ou menos.
É o que nos resta para um encontro de olhares, pela última vez. A última brisa que virá da nossa passagem mútua um pelo outro e teremos um sorriso forçado da sua parte e um sorriso simples, limpo e puro da minha, para que eu me eternize assim na sua memória.

domingo, 16 de novembro de 2014

Noutro canto

Ela estava lá, era quase noite, eu bebia feito um louco buscando em cada nova dose uma queda de consciência. Ela bebia suco natural, enquanto lia um livro daqueles grandes, o cabelo dela estava preso num coque mal feito, tinha também um batom vermelho contornando seus simétricos lábios. Não sei como conseguia estar tão concentrada num lugar barulhento desses. Pernas cruzadas -e que pernas!- o vestidinho preto leve que ela usava parecia contornar perfeitamente aquele corpo com delicadeza. 
Minutos apreciando ela e nem precisei mais de bebida, o jeito dela já me embriagava. Ela começou a guardar suas coisas e tirou sua carteira da bolsa, levantou, conferiu se não havia esquecido nada e foi em direção ao caixa. Não sou do tipo que chega em mulheres desconhecidas. Apesar da idade, não acho certo querer tudo com uma mera garota que vi de longe, há minutos. Mas ela parecia certa apesar da ocasião ser errada. A bebida agindo no organismo deu um empurrãozinho para que eu a tocasse o braço e dissesse que a estava observando. Ela ficou assustada, deu um sorrisinho rápido e desviou o olhar. Eu disse meu nome, ela retribuiu com o dela e em seguida declarou estar atrasada. Eu a disse que se ela viesse comigo, não estaria atrasada para mais nada. Ela sorriu e, surpreendentemente, me puxou para fora do local.
Começamos a bater papo nos afastando lentamente do bar e lembrei que meu carro estava estacionado ali perto. A convidei despretensiosamente para uma volta...
A volta foi dada, era tarde já e chovia. O silencio nos consumia até que ela falou: vira a próxima direita. Obedeci feito um cachorro. Apenas acenei que sim com a cabeça e fiz o que aquela moça de papo bom e sorriso leve disse. Entramos num estacionamento à céu aberto, bem vazio e mal iluminado. A velocidade do carro estava reduzida à 10 km/h. Eu não questionei sobre nada, só olhava e sorria pra ela enquanto dava voltas pelo estacionamento. Ela finalmente manda eu parar. Quando eu paro, ela tira meu cinto de segurança, tira o dela, e vem com sede à minha boca. Vi meu corpo se misturar com o dela, vi os vidros embaçarem, vi ela se arrepiar, vi seu vestido desabotoar, ouvi a chuva e, descobri um tipo novo de mulher. Soube naquele momento que ela era de fato, certa. E não fácil, ela era livre e esbanjava sua confiança em cada movimento.

sábado, 15 de novembro de 2014

Porquê gosto dele ?


Muitas pessoas perguntam para mim o que faz meus olhos saltarem ao ver um cara. E não é tão simples responder. Tenho preferências, claro. Mas sou inconstante quanto aos meus gostos.
Ele tem o que eu quero na ponta da língua (literalmente também), sabe conversar, rebater e não se sente reprimido se eu não concordo. O perfume dele me embebeda, faz com que a realidade se torne um canto mais aconchegante para viver. O cabelo dele parece abrir caminho para que os meus dedos possam se entrelaçar ali, enquanto o beijo. O sorriso dele por si só é fora do comum, mas aqueles que ele solta entre um beijo e outro, me faz exigir cada vez mais da situação. A mão dele conhece o contorno das minhas curvas. Ele sabe como cada parte funciona. Ações rápidas e precisas. Não é daqueles que parecem ter aversão à mulheres.
Insegurança passa longe, mas ele mantém a dose de humildade e humanidade necessários para me surpreender à cada gesto de expressão.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Ele, de novo

Há algum tempo não via minha seriedade ser despida após uma simples mensagem. Nesse momento busco qualquer ponto fixo que possa me manter com os pés no chão, ainda que meu coração voe aí, na tua mão -mão da qual desembaraça meu cabelo enquanto nos beijamos-. E talvez eu esteja aflita demais para começo de conversa. E penso que não devia ter procurado confusão... Só que enquanto digito isso, algo arde em mim, queimando todos os nós que interrompem minha euforia.
Vou toda arisca até você com o caminhar em que se perde todo, coloco a mão no cabelo, bagunçando-o e acabo por deixar peças do que eu disse e notas do meu perfume doce, soltos no ar. Me aproximo e seu olhar sagaz me devora, me agarra, me diz coisas sem pudor algum, me enlouquece sem toque. Essa tua feição já faz tudo por si só. 
Minha vez.

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Revoluções

Sua menina de humanas se converteu na mulher de exatas, e nem mais sua, é. Ela inverteu os polos, deu um passo em falso e notou que estava segura. Bem resolvida e cheia de histórias pra contar.
Dia desses ela foi beber no bar, com aqueles amigos seus e foi por coincidência, tá ? Acabou beijando um deles, e me desculpe dizer, mas a última coisa em que ela pensou, foi em você.
Voltou sózinha pra casa, caminhando às uma da manhã com o salto na mão. E dali em diante ela soube realmente que você não fazia mais parte de nada nela.

sábado, 8 de novembro de 2014

Sobre ele

Você não deve estar pensando em mim. A não ser quando passa os olhos em algo que me lembra, mas talvez você nem saiba à quem aquilo te recorda. Está com seus amigos, a música chega à ensurdecer você, e tudo o que consegue pensar é em exatamente nada. Eu estou em casa, ouvindo uma música que até nos lembra, mesmo sem termos criado algo concreto. É complicado, tento contornar as situações. Crio uma maturidade que até dias desses não existia, só para ver seus olhos brilharem, surpreendidos. É difícil sim, você com seus 21, faculdade, muitas metas concretizadas. Eu? 17 e tentando sobreviver ao fim do ensino médio. 
Cada mensagem é uma turbulência aqui dentro, e grito mais alto para que pare. Sabemos que nossos em comuns nos ligam mais que tudo. Porém ainda tenho que aprender à amar do jeito que te convém. Não por falta de amor próprio, mas por excesso de ti dentro de mim.
Que se torne uma droga, mas que eu me vicie.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Moço metropolitano


Exagerado com toques leves. Nem sei se você existe mesmo, mas é real. Tanto existe que manda em poucas palavras, grandes significados, toda manhã... É como um costume nosso. É bobo mas me levanta da cama, encorajando a encarar o dia que apenas começa.
Já adianto que minhas intenções não eram tirar você do teu canto e te fazer louco por cada detalhe que tenho. Jamais quis bagunçar tua rotina agitada e organizada. Entretanto, gosto de ser quem dá vida ao sinônimo de confusão em você. Me deixei apaixonar pelo personagem que naturalmente interpreto no teu cotidiano. Como se eu personificasse a tua juventude que aos poucos te abandona; o teu lado divertido; talvez até teu paraíso "proibido". 
Toda essa concepção faz com que eu tenha ideias incertas. Do tipo: largar minha Capital e ir aí na tua Metrópole, invadir teu apartamento enquanto você está no trabalho. Vasculhar teus livros, sentir o perfume das tuas coisas, brincar com os cachorros e, bagunçar tua cama. Quisera que você chegasse, e eu estivesse largada no teu sofá, com um dos teus moletons. Podia chover, e todo esse clima podia te encorajar a chegar mais perto de mim e me fazer sentir tudo o que combinamos que sentiríamos quando estivéssemos respirando o mesmo ar.

sábado, 1 de novembro de 2014

O olhar


Parada atrapalhando a passagem de várias pessoas que circulavam frenéticas ali. As lágrimas caem, tentei fechar os olhos como se a dor fosse sumir, mas ela estava acesa dentro de mim. Como se envolvesse cada célula do meu corpo. 
Eu tinha te ligado, eu te falei do meu estado, te falei do que precisava, te falei que a minha cura era você. Então cadê você ? Opa, te vejo apressado bem de longe, esperando o sinal fechar para atravessar a rua e me dar o conforto dos teus braços. Viro o rosto, tento delicadamente limpar vestígios de choro do meu rosto. Mas caio na tentação de te procurar de novo. Droga! Como você é lindo, mesmo quando não tenta ser. Mesmo impaciente, olhando o relógio e tamborilando o dedo nas pernas, esperando a luz vermelha acender e te dar permissão para sentir o calor do meu desespero. Infelizmente você notou que eu estava te admirando.
Tinha um outro, que representa parte do meu passado. De soslaio o vi me observando algumas vezes enquanto te espero. Você chega numa velocidade tão grande que sinto o vento da sua chegada balançando meu cabelo e revirando meu estômago -ainda sou nervosa com seus efeitos sobre mim-. Mas seu abraço chega de um jeito tão acolhedor que só quero esquecer de tudo, e sentir sua mão acariciando meu cabelo. Seus olhos ativos, alarmados com a situação me encaram fixamente, enquanto no abraço já desfeito, suas mãos seguram minhas bochechas. Não consigo olhar nos teus olhos por muito tempo, preciso desviar. Mas em questão de um segundo eles baixam a guarda e se tornam serenos, calmos, tentadores, eles se fecham. Os meus se fecham. Nossos lábios se fecham, intercalados, um no outro. 
Sensação de paz. Obrigada por ter trazido-a.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Pessimismo se apresenta.

Talvez seja cedo para todo esse alarme, e chororô. Mas gosto de ser pessimista principalmente quando envolvo sentimento. Logo, deve ser tarde. Estar atrasada não combina comigo, sempre sou A adiantada.
Vou deixando minhas lágrimas nesse caminho, com elas vão doses homeopáticas do que nutri até aqui. Não foi muito, não vou sofrer demais. Mas foi o suficiente para me fazer escrever isso. Eu só quero deitar, escutar músicas tristes e comer, mas a vida lá fora não tem intervalo para esse mimimi de vida pessoal. Que se lasque! É semana de prova, no final de semana tem vestibular e assim sucessivamente... Minha obrigação é estudar e curtir o que resta de adolescência. Que os pequenos problemas, construam um passado que revigore o presente e o futuro. 
E ainda me odeio. Chega a parecer que sinto necessidade de quebrar a cara bem feio para fazer sumir todas as pontinhas preenchidas com esperança existentes aqui. Mas sinto que não posso esperar por isso, não dessa vez. E mesmo que eu grite que não consigo prosseguir, que desisto. Estarei levando ocultamente essa esperança.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Dedos cruzados e...

Ao som de Patient Love - Passenger




Essa música, esse clima nublado e um convite para o cinema que não sai do meu pensamento. Quem dera poder estar segura sobre a continuidade disso tudo. É uma mistura de anseios, felicidade e sorrisos bobos que eu deixo pelos cantos. Em uma ou duas semanas, poderíamos segurar a mão um do outro e desbravar o mundo? 
É primavera e eu sei que ainda será quando estivermos na calçada daquela avenida tomando sorvete, rindo e rebatendo opiniões. Sempre passo ali e considero o cenário perfeito para nossa sintonia desabrochar atraindo olhares tão apaixonados quanto nós.

domingo, 26 de outubro de 2014

O fim para um novo começo

Tem sido dias corridos... A ideia de deixar a rotina de ensino médio vem se aproximando, até fiz as pazes com ela. Comecei a olhar adiante, mas me permito parar. É o último mês. O último em que terei de estudar loucamente para matérias que não tenho afinidade alguma, em que encontrarei minhas amigas todo dia às 7 a.m., em que serei obrigada a usar um uniforme, em que passarei pelo tio da portaria e direi "bom dia!" -àquele tio que me viu crescer, desde o primeiro ano-. 
Foi um período sensacional! Ganhei intimidade comigo mesma, aprendi que desapegar de coisas que não servem, faz todo o sentido. Aprendi que opiniões mudam e que isso é incrível, digo, a capacidade de indagar a si mesmo o que se é e mudar seus conceitos sobre uma coisa ou outra. Descobri alguns dons, descobri personalidades, descobri qualidades quando eu estava subordinada à defeitos, descobri mãos estendidas quando eu caí, descobri beijos, descobri calores, descobri países, descobri independência, descobri o mundo do qual gostaria de seguir.
Hoje a curiosidade e ansiedade tomam conta da minha alma, guiando-a para o novo, desconhecido e certeiro rumo que levarei quando tudo isso acabar.

domingo, 19 de outubro de 2014

Feliz


São meia noite, e uau; não estive usando um sapatinho de cristal, mas o "príncipe encantado" esteve comigo, enquanto tocava A MÚSICA da noite. Eu estava longe de um vestido cheio de saiotes, mas sentia o suor transpassando minha pele, o short era rasgado, a blusa, soltinha. Coroa ? Sim, coroa de flores. 
Em segurança já no meu quarto, tirando a maquiagem, pensei em como me orgulhava em dizer que eu era uma menina caseira e caí na gargalhada. Adoro momentos sózinha no meu canto, mas nada se compara à sair com os amigos, conhecer um novo "príncipe", dançar até não sentir mais os pés, falar besteira e não me sentir uma idiota, me sentir em casa mesmo estando há quilômetros desta.
Um desvio numa decisão mudou bastante esse 2014. E eu não tenho do que reclamar, realizei diversos sonhos, que só foram possíveis por desistência de alguns. Talvez meu ser superior esteja provando sua existência em cada detalhe maravilhoso que me propõe a vida. É inevitável esse sorriso no meu rosto. Eu não sei se mereço, mas estou no ápice da minha felicidade  e torço para que isso se torne um equilíbrio e não venha a decair jamais.

domingo, 12 de outubro de 2014

Por quê não ?


Você estará no quinto semestre do seu curso. Estará no seu apartamento no segundo andar, sem camisa com uma bermuda marrom que faz um contraste legal com o tom do seu cabelo. Seu físico estará no padrão atraente (mas não tanto), e na sua mão esquerda terá uma garrafa de cerveja da Stella Artois. Você decidiu tirar um dia de folga. 10:44 a.m. O dia está lindo, seu gato está no seu lugar favorito do sofá te olhando, e você, apoiado na janela dando goles periodicamente no seu drink.

Alguém passou na rua e gritou "Anna!" Você parou e procurou a tal Anna, não, não era eu. Mas isso te levou a me relembrar... Lembrou do dia em que me disse que não gostava de bebida, olhou para sua mão, riu sarcasticamente e deu outro gole. Lembrou quando discutimos no pátio do colégio. Lembrou de como eu te fazia sentir. Semi cerrou os olhos olhando para o horizonte e imaginou como teria sido, se eu tivesse escolhido outro caminho.
Eu provavelmente estaria lendo na beirada da tua cama com uma camisa de alças, cinza e bem folgada. O meu cabelo atingiria a altura dos meus seios. Estaria na sua casa porque na noite anterior decidimos pedir pizza e ver filmes. O que não significaria que eu seria sua namorada. Poderíamos ser amigos e cair nas tentações um do outro, vez ou outra.
Você me acordaria com uma piada estúpida, eu pularia da cama e tiraria a roupa na sua frente, iria para o banho. Isso seria normal para ambos. Você me puxaria o braço, seguraria meu rosto com uma mão firme e grosseira, me beijando delicadamente. 

...


segunda-feira, 6 de outubro de 2014

02:00 a.m.


Assim que começamos, menosprezei minha capacidade de sentir...O chamei de amor confiando que não mudaria em nada. Senti falta dele e considerei normal. De umas semanas para cá tudo se tornou tão natural que me despreocupei em usar freios.
Era gostosa a sensação de ser mimada, de ter alguém para dividir um pedaço do meu universo. O fato dele achar o máximo cada demonstração de carinho que eu lhe dava, me proporcionava ânimo e coragem para construir um sentimento com ele.
Madrugada. Nesse horário as ideias parecem escurecer...É como se fosse um "agora ou nunca", eu detesto responder pelos meus atos e palavras quando estou sendo pressionada. Prometi que dormiria faz umas duas horas. O motivo da insônia é ele... Como uma ameaça me fez enxergar o tamanho do amor que estou carregando! Logo eu que sempre agi na defensiva, contra tacando os outros fazendo-os ficar em cima do muro... Ele me fez ver o quão ingênua fui por ter apostado todas as minhas fichas no meu suposto coração de pedra.
Eu cultivo uma mania feia de viver do passado... Não sei o que houve para ser sincera...Com algumas quedas era minha obrigação ter aprendido que amar faz um tanto quanto mal.
Quando estou nesses piores momentos, costumo lembrar de quando eu era uma criança... Acreditava que o futuro seria brilhante. E quer saber ? Ele é.
Não será uma madrugada desperta que roubará meus anseios, não é mais uma queda que definitivamente me derrubará. A vida é um instante...
Acabo o texto sem a continuação sobre ele, ele me perdeu em alguma parte da história. Amanhã o dia será longo, o corretivo facial dará conta do recado e o energético me manterá acordada. Porque a vida não para, não poderia eu dormir, não agora, nem nunca mais.

domingo, 5 de outubro de 2014

Dele para mim

Hoje o cabelo dela tem nuances de verde água, os olhos dela expressam furtividade em qualquer mira, o sorriso dela causa paixões e, droga, ela sabe disso.
Ainda tento me convencer de que há algo que me represente dentro dela, de que sou eu quem a torno tão mágica, recuso-me a aceitar que essa magia venha da sua liberdade implícita.
Como ela carrega displicência com tanto mistério ?
Lembro do dia em que a questionei sobre seu conhecimento a respeito do seu sorriso ser a melhor coisa do mundo. Ela me respondeu sorrindo. Saudades da posse da felicidade dela, dos encantos dela, do coração dela.
E também, ainda me lembro da madrugada em que tive que parar aquele turbilhão de emoções. Foi como um: boa noite, na verdade, bom dia ou boa vida, como quiser...

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Para não variar

Suas palavras tão bem selecionadas, me enganaram. Elas são grandes e pesadas demais comparadas ao tamanho desse sentimento exprimido por ti. Eu não sei se diria que sinto muito, pois sua segurança foi embora, suas palavras foram juntas, sua atenção, seu carinho... Onde estão?
Há quilômetros, milhas.
Escolhas não são erros e elas te levam aonde você precisa chegar. Suas novas escolhas te levam para longe do que até ontem era primordial para sua vivência. As pessoas mudam de ideia rápido, elas têm esse direito, inclusive você...
Mas não lhe diz respeito com quem eu troquei olhares essa manhã, nem muito menos meus planos para um futuro que se aproxima veloz. 
Segure a mão de uma qualquer, finja que é o amor da sua vida e se sinta vazio. 
Pode ir embora pois tudo o que construí você permitiu que fosse embora, sua incoerência não fará falta. Antes a solidão me abrigar que teus falsos serenos de boa noite.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Amor, amar

Perguntaram-me dia desses se, após você consegui amar outro alguém. Fugi da pergunta, ludibriando um não quase pertinente na ponta da língua. 
Hoje quis pensar sobre a maneira como eu tenho amado... Lembrei do cara marxista com o qual passei três meses em uma relação não muito firme, mantive certa relação de dependência com o carinho dele, afinal, ele me tirou do poço em que você me empurrava todo dia com sua ausência arbitrando e eclodindo na minha mente. Pouco do amor que restava por ti, foi para as mãos dele. E era amor mesmo ? 
...
Eu costumei gritar alto: "eu não consigo gostar de ninguém!". Fiz isso por achar que o amor tivesse um laço forte com dependência, você me fez aceitar tal fato como verdade, entorpeceu minha mente e a manipulou quase direitinho. 
Finalmente acordei. Eu posso gostar, amar... Eu amo aliás, só não dependo desse sentimento, só não me deixo ser por sentimentos que podem se deixar levar por uma graça do destino ou que possam aprisionar meus sonhos.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Querer

Quisera eu viver num lugar frio, afim de combinar com meus sentimentos. Um lugar onde chovesse frequentemente, onde eu pudesse buscar calor, nem que fosse nos braços de alguém.
Quisera eu ter uma saia desbotada, para poder compará-la ao que um dia chamamos de nosso amor.
Quisera eu a realidade da música que esteve comigo em diversas realizações.
Quisera eu a companhia de quem está em outros paises, continentes...
Quisera eu estar lá, porque daquele extremo o sol nasce de modo que ao mesmo instante me desperta do sono, me faz ressuscitar a gana de seguir em frente...
Quisera eu ter acesso à corações, podendo os fazer se apaixonarem perdidamente por mim. E assim, brincar com todos eles, para sentir como é isso.
Quisera eu ir para cama sem preocupações e tendo plena consciência de que nada estar por vir, que essa rotina imunda continuaria sem problemas, mas já me habituei com: "nem tudo é do jeito que você quer, Anna."

domingo, 21 de setembro de 2014

Crescer

Estranho a sensação de estar "crescendo", viver os últimos dois meses do meu ensino médio tem me feito refletir bastante sobre o futuro e sobre o que eu tenho feito por ele no instante presente.
Apesar de ter apoio dos meus pais para tudo, hora ou outra terei que me sustentar com meu próprio esforço e isso assusta. É muita pressão, sabe? Passar de ano, passar no vestibular, escolher o curso da faculdade... Fazendo assim, automaticamente, as escolhas da minha vida.
E isso reflete na pessoa que eu tenho me tornado e eu tenho pensado bastante nisso, o que me enlouquece. Mesmo que eu tenha como ideologia que eu sou o meu máximo, como se não pudesse ser melhor, como se eu tivesse selecionado as opções certas.
Minhas amigas, das quais vivem no mesmo contexto, não têm esse medo (de crescer). Talvez seja porque elas já têm tudo decidido, profissão, essas coisas...
Acredito que eu esteja pronta para o mundo, independência, autossuficiência...Mas estaria o mundo pronto para mim ?

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Amor autorizado

Amor não definiria, eu não sei, pode ser que sim. Acredito que burlar as regras para conseguir o que eu quero, não seja algo tão ruim. Afinal as pessoas enxergam o amor de jeitos diferentes.
Talvez o amor que eu sinta por você é a nostalgia do seu olhar fugaz enxergando em mim o que muitos deixam passar despercebido. Deve ser também, o calor que você provocava ao passar sua mão nos meus lábios antes de beijá-los de forma intensa. Ou pode ser até mesmo, a vontade que eu tenho de me perder em você, nos teus beijos e nas tuas palavras... Como se não houvesse lugar melhor para estar que não fosse teu colo, como se existisse apenas nós dois, como se pudéssemos fazer do nosso mundo, aquele momento em que você me beija e me arrasta para a sua cama.

domingo, 14 de setembro de 2014

Espero

Eu espero que cada vez que olhar pra ela, não consiga encontrar metade do que encontrava no nosso olhar. Espero que esteja com ela por mera necessidade de carinho. Espero que agora, finalmente note o quanto teus princípios infantis te deixaram na pior. Posso estar sendo egoísta, mas você me ensinou assim, você me levou a isso. Espero que cada vez que me ver, sinta um gosto ruim corroendo tudo aí dentro. Espero que você perceba que eu não sou mais a mocinha (que você teve) louca para protagonizar um filme romântico com final feliz, quero que me veja com olhos vorazes e incapazes de reencontrar o seu efeito sobre mim, porque por mim o mundo real chama, e é nisto que estou focada e não em um relacionamentozinho de ensino médio meio sem sal. Espero que continue fingindo que vocês não estão juntos, é engraçado.Por fim, espero que esteja bem claro o quão mulher eu sou e o quão menino você insiste em ainda ser.

sábado, 13 de setembro de 2014

Amorizade


É tão gostoso quando uma experiência revoluciona sua vida completamente. Ainda mais uma experiência que vem acompanhada de pessoas incríveis. E imagine quando essa experiência cria vida num lugar magnífico ?! Foram os melhores dias da minha vida.
E sem saber, eu precisei daquelas pessoas. Era disso que eu precisava. E hoje finalmente houve um reencontro. E não foi só um dia, uma tarde ou meias palavras jogadas da boca pra fora. Foram momentos, tenho uma coleção deles com essas pessoas, e me orgulho disso. Elas são a parte mais bonita e sólida de mim mesma. 
O menino do piano, tocando coldplay e me fazendo chorar o tempo inteiro. - Aliás, escrevi isso aqui ouvindo Clocks. As risadas na beira da piscina, relembrando um passado, digamos que, pouco distante. Nadando embaixo de um céu coberto por estrelas, me sentindo viva, acesa, intensa. Os abraços de despedida que me fizeram sentir acolhida...
Não há quantia em dinheiro que pague um terço disso tudo. 
E a melhor sensação foi olhar nos olhos de cada um deles e encontrar o mesmo olhar de sempre, aquele que eu deixei no aeroporto de Toronto.
Quer saber ? Amigos são a melhor coisa que existe.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Confiar


Era pra ser um dia desses de rotina. Mas enfrentei um mundo de pessoas que dificultavam minha saída do ônibus. O dia estava acabando, horário de pico, congestionamento esgotável. Decidi atravessar aquele bairro andando, estou longe de me arrepender. Poder apreciar o dia tomando tons escuros para si é algo magnifico. Sou apaixonada pelo pôr-do-sol e hoje foi como se ele estivesse ali para me relembrar que sou tão sortuda. Por tudo. Vida, amigos, por minha paixões, sejam elas seres vivos ou inanimados. 
Confiança, palavra de entonação forte e que quando vem acompanhada de um humor leve e de um amor próprio, faz com que o mundo pare por um segundo e olhe para nós. Minha ideologia de mundo não é o planeta Terra. Mundo, é uma pessoa, cada pessoa é seu mundo, faz seu mundo e reinventa se quiser também. 
Faça mundos pararem por você!

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Estupidez não-efêmera


Então você perguntou o meu nome, tentei disfarçar minha louca vontade de ter te feito essa primeiro, e respondi de uma forma inocente porque estava óbvio que você é do tipo de caras que gosta desse tipo de garotas. Julgo pela aparência mesmo. Tranquilizei a mim mesma dizendo que me revelaria pouco a pouco, mas como a primeira impressão é a que fica... Espero que as próximas impressões tenham ficado rondando a cabeça dele como se fossem pedaços que deveria juntar pra achar algo mais incorporado de mim mesma, aliás, a curiosidade move tudo. Na minha concepção sim.
Quem sabe, seria você o cara que marcaria aquela noite ou a minha vida, ou apenas um período de tempo e depois nos esqueceríamos. Não me importaria em te esquecer depois de provar seu beijo, ou sentir tua respiração ofegante ao saborear sua palavras bem próximas ao meu ouvido. Não me importaria em fazer você ser o meu tipo de caras, não me importaria muito menos em deixar seu mundo girando em torno de mim só pra brincar um pouquinho com sua (talvez) sede de possessividade.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Dele para ela (mim).


Parei o carro no sinal, a vi pela calçada, como se não se importasse em estar andando calmamente abaixo de uma chuva forte. Talvez ela soubesse o quanto fica linda com a maquiagem borrada, o cabelo molhado e a camiseta colada ao corpo.  Acredito que haviam vários dos motoristas parados, a observando, notando o quão natural ela é. Senti uma pontada de ciúmes. 
Hoje é estranho notar que ela fica bem em qualquer ocasião e que o cabelo molhado dela recai perfeitamente sobre seus ombros, mexendo um pouquinho mais com minha imaginação.
Não é a mesma garota, é mulher. Destemida com uma fascinação provocante que me fez perder em pensamentos de um passado que eu acreditava ter esquecido.
Ela seguiu, a perdi de vista. O para-brisa embaçou, acordei de um fluxo de alucinações, com uma fila de carros buzinando. O sinal abriu, há algum tempo diga-se de passagem. Mas voltando, ela seguiu seja para onde quer que estivesse indo, e seguiu embaixo de chuva, e eu fiquei parado.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

O momento que esperei


Querido Sr encantador, tem noção de quantas encrencas você me meteu ? Tem noção de quantos sonhos você roubou de mim ? Tem noção de quantas pessoas eu magoei por sua culpa ? Você é um pé no saco. Detesto ver meu coração na sua mão e você ter receio disso. 
Detestava* favor passar os verbos para a forma: pretérito.
Talvez os olhos deles sejam mais encantadores que os seus, talvez o amor que ele sinta por mim realmente exista diferente do seu, talvez o sorriso dele é a minha fraqueza, talvez o jeito como ele tem de se declarar me balance bem mais que seus atuais sorrisinhos forçados, talvez o abraço dele seja mais aconchegante que qualquer toque seu, talvez eu me deixei encantar por outro. Tive receio também e danifiquei grande parte de um novo começo, impedindo-o de seguir em frente.
Mas olha, você passa longe de ser o centro das atenções, você perdeu o encanto, o seu brilho passou a ser opaco e não foi do dia pra noite, e nem é algo definitivo ou cem por cento. Mas encaro como mais uma batalha ganha dessa guerra que é retirar você de mim mesma.

domingo, 31 de agosto de 2014

Lugares e você


Hoje abandonei a cidade, fui para o interior com a família. No caminho estava lendo, até que o casal daquela trilogia, que comecei a ler quando nós estávamos juntos, nos lembrou como de costume. Sem nem perceber, desviei os olhos do livro e fiquei olhando a janela do carro... A paisagem era linda, porém passava rápido demais, tal qual nosso amor. 
Cheguei ao destino e mais uma vez os detalhes jogavam na minha cara que eu devia lembrar de você. Aquele balanço de madeira, onde no natal passado, eu liguei para você desejando feliz e natal e feliz 2 meses juntos; a árvore onde me escondi e pude chorar um bom tempo com saudades suas; o quarto onde eu dormi e troquei várias mensagens com você até adormecer sem querer...
Voltar ali não foi a melhor escolha da minha vida, porque da última vez eu tinha boas razões para voltar, melhor, eu tinha os braços dele para regressar.

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Ainda ele, ainda dele.

Me dê a mão, olhe nos meus olhos, me abrace. Me ensine sua magia novamente.
Você é como uma droga forte, eu posso me divertir, ter outras sensações com outros, mas com você é estupidamente melhor. Tentei procurar em outros olhos o que eu via nos teus, e não achei nada parecido, e olha que apreciei alguns olhares bem encantadores, mas eu guardo o teu feitiço, é como se eu estivesse blindada.
Droga, você voltou a rondar o meu mundo, por opção minha, aliás. Tava difícil fingir que não tinha nada acontecendo.
Sou tão fácil para você, estou ao seu dispor quando quiser. Meu orgulho torna-se inexistente quando o assunto é você.
Eu quero ser sua pequena, quero me encontrar com você e saber que ao me esperar, seus olhos procuram apenas por mim, queria vê-los brilharem ao me verem, novamente.
Sou sua. Sózinha por aí ou até mesmo nos braços de outros.
Meu coração ainda acelera ao notar sua presença.

domingo, 24 de agosto de 2014

Só por agora

Só por um momento eu vou deixar a bagagem de "ser mulher". "Você não deve chorar", "você é tão bonita, não devia estar assim!", "cresce!". Hoje nenhuma dessas sentenças vale. Porque eu devo e posso cair, fraquejar, porque eu não estou imune à sofrimento nenhum. É preciso estar lá embaixo para saber realmente como é bom estar lá em cima, com a cabeça erguida, com o olhar fixo em algo, "inabalável". Essa concepção de mulher encanta qualquer um. Mas não, eu não quero encantar ninguém, não hoje.
Hoje eu quero colo de quem eu não posso ter. Quero cafuné, quero um abraço que me faça sentir pequena e protegida, quero uma música romântica e lembrar alguém, quero meu livro monótono que me faz esquecer da vida, quero guloseimas, quis você.
 A lista do que eu quero, passa longe do que está ao meu alcance...Não me importo. Não agora, não hoje. Não quero tentar o aparente inalcançável, porque estou definitivamente farta, mas isso passa em dois ou três minutos. Mas o que vale é o agora, e no agora, eu só quero abraçar meu travesseiro e chorar, até reencontrar novamente meus motivos para eu ter sido forte até aqui. Daí eu volto a superfície, volto a ser quem eu sou, e eu me orgulho disso, eu sei que sim.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Quando o passado precisa voltar

Quando o passado volta com tanta força, é preciso se manter firme no chão. Parece o início de uma forte tempestade, começa devagar e já já te molha pra valer. Eu usei boas forças para evitar ter feito o que fiz, e nem devia ter perdido tempo fazendo-o. É bom ser um pedacinho do seu mundo novamente. É bom ver o quanto você amadureceu, e melhor ainda é ver o quanto você me fez amadurecer.
"Ou você cresce ou você cresce."
É, você me ensinou muito, não apenas sobre relacionamentos, mas também, sobre o quão o mundo pode ser cruel. Fui forçada a me reerguer sózinha, corri perigos sem ter um porto seguro, meu dia acabava e era só eu e minha -adorável- vida solitária. 
Tem sido um período em que consigo decidir tudo por minha conta, com doses exageradas de egoísmo e muitas histórias pra contar. E tudo começou quando ele colocou um ponto final no que eu costumava chamar de "nós". 
Fez mal, mas o bem é maior, com certeza. Obrigada por ter voltado, não como antes, mas sou grata por simplesmente saber que não preciso virar a cara quando esbarrar em você, que posso rir com você novamente.Obrigada pela sinceridade, e olha, parabéns pelo homem que está se tornando.

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Viver


O sangue pulsa por minhas veias,  meu coração bate. Tudo aqui funciona. Mágico, não ? Estou viva. -Um sorriso brota no canto da minha boca.
Impomos regras e dogmatismos demasiados sobre a arte de viver. Chega a ser engraçado... Ninguém pode delimitar possibilidades, porque a verdade maior não escolheu ninguém como dono. Somos estrangeiros na Terra... Posso dizer que se tive oportunidade de selecionar, selecionei muito bem meu destino. Pena que a memória é falha e não nos permite lembrar da nossa real origem. O que não é ruim, caso contrário, poderia ser angustiante. Apesar de todos os "por quês", existimos e não é atoa.
O lugar em que estamos é tão grande e nele cabe tudo o que pode nos fazer feliz. Isso, excita a busca por nossos objetivos e muitas vezes nos coloca em uma posição individualista. Nos faz esquecer que outros precisam da nossa boa vontade. Sabe, aquele cara que toca violão na entrada da estação do metrô, talvez ele só precise de um sorriso para alimentar as forças fazendo com que ele continue buscando a sua felicidade. 
Devíamos olhar pelas pessoas com mais amor, nos colocar no lugar delas e assim, finalmente, seguirmos nossa caminhada, espalhando o maior bem de todos, a solidariedade. 
Não sejamos medíocres com nossa existência.

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Cansada

Ah! Quer saber ? Já chega. Chega de lamentar todo dia, chega de entregar o bom da vida nas mãos de outros. Chega de me sentir da mesma forma todo dia. Eu preciso da leveza que já senti, aquela que sentia quando estava nos braços dele. Mas não o tenho, e isso faz tempo. Então já chega, também, de chorar mais uma vez por dores passadas. 
Não é questão de querer, é necessário. Quero me ver livre de tudo que me prende e desprende pra deixar um vazio. Espero que todos vocês me deixem de uma vez só. Que o vazio seja imenso e que se torne um lugar a ser bem ocupado por gente significante e por fim, verdadeira.

sábado, 9 de agosto de 2014

Mudanças


A vontade de devorar o mundo acaba de me dominar. Talvez seja porque alterei minha playlist há 1 minuto e 13 segundos atrás. Ou talvez seja porque mais uma etapa do processo de amadurecimento acabou de ser encerrada. Eu não quero um motivo exato. O que importa é o sentimento de agora. 
Estou em véspera de despedida de uma fase da minha vida. Isso me fez querer gritar e desabar de chorar algumas vezes. Mas eu ganhei de presente uma nova perspectiva de vida. Estabeleci algumas metas, as olharei todos os dias pela manhã e não exitarei em altera-las, porque o mundo gira e a gente muda em cada volta. Não somos algo fixo, a possível inconstância é o que me faz ver graça na "vida". Descobrir coisas novas e ser movida por curiosidade...

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Sobre o meu verão - Parte 2

Ainda chovia. Ao correr do restaurante, fui beijada pelo tal russo e por algumas gotas de água.
Assim que entrei no entrei no táxi, conferi meus pertences na bolsa, como de costume. Conferi o pedaço de guardanapo com o número de telefone dele guardado no bolso traseiro da minha calça jeans, celular sem bateria dá nisso.
Assim que me quietei no banco, soltei ar quente no vidro e distraída, após fazer desenhos aleatórios com o dedo, acabei por escrever "A+S". Eu e minha terrível mania de me apegar à homens bonitos... Mas ele tinha um "quê" a mais. Enquanto conversávamos, consegui elaborar vários textos em linhas imaginárias na minha cabeça. Adoro isso, pessoas que se fazem de conteúdo para mim.
Tá. Virei para o outro canto, evitando olhar nossas iniciais no vidro. Estava quase atrasada para o horário da minha residência fechar. O trânsito não colaborava com a minha pressa.
23:56 p.m. Já no meu quarto, coloquei o celular para carregar enquanto me despia para um longo banho.

Continua...

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Covardia

Os olhos dela, choram desesperados... Sim, aquele par de olhos que você adorava olhar, que você adorava fazê-los brilhar... Como pôde ? Ela não acredita mais em nada, novamente... 
E os corredores do colégio? Ah, meu caro, jamais serão os mesmos sem a presença que ela deixava ao passar por eles... E o perfume que ela deixou por ali ? E quando você a viu indo em sua direção, por aqueles corredores. Juro que depois daquele encontro, ela saiu saltitante, sem nem mesmo saber pra onde estava indo. Ela sempre achou a escola grande demais pra decorar o caminho de volta.
E eu sei que naquele verão as coisas passaram a fazer sentido pra você. Porque naqueles fins de tarde, você sempre a observou e em tal dia ela era sua. Tipo sobremesa depois do almoço. Você esperou por ela, teve ela e faz confusão por ainda ser menino. Menino que eu digo, é novo. Novo de coração. 
Talvez a bagagem dela é grande demais e você mal consegue carregar o sentimento que ela te propõe. Só aceite, por mais pesado que seja... Depois se torna leve e você se torna forte.
Não é em outra esquina qualquer que você vai achar outro sorriso como aquele... 
Ela voa livremente e depois volta aos seus braços.
Você sabe de tudo, não a deixe escapar para sempre...

Sobre o Canadá...

sábado, 2 de agosto de 2014

Ah! O verão...


Fecho os olhos. 
Consigo sentir perfeitamente o toque das suas mãos. Fingíamos conversar normalmente, já sabendo do que queríamos e do que estava prestes a acontecer. Será que fingi bem, sobre estar super interessada no que você falava ? Eu mal conseguia desviar o olhar da sua boca. E notar seus belos olhos azuis mirando minha boca também, me fazia querer avançar o tempo inteiro.
Lembro de como nossos corpos se entrelaçavam perfeitamente, numa sintonia inédita. Você acariciava minha nuca, e sua mão direita me trazia para perto de você, como se nos tornássemos apenas um. Seus lábios, tão doces, tão macios. O seu beijo me fez sentir viva. Como se eu pudesse passar a vida te beijando e disso eu viveria feliz. Como se não houvesse ninguém no mundo capaz de me fazer sentir aquela magia novamente.
Nosso último beijo, foi o melhor de todos, talvez por que não sabíamos que seria o último. Detesto você pertencer a um canto do outro lado do mundo. 
Adorava ouvir você falando o seu idioma, com seus amigos, era tão sexy. Se eu conseguisse entender, juro que adoraria ouvir você falando daquele jeito, bem pertinho, antes de me devorar com os olhos, e depois com a boca.
Abro os olhos.
Odeio onde estou. Odeio não ter isso agora. Odeio você ter sido tão bom, e estar me fazendo relembrar tudo, mais uma vez. 
Fique tranquilo, daqui um tempo nos esbarramos novamente.
Moscou aí vou eu! 

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Quando é de verdade, é diferente

Você vem e bate na mesma tecla o dia inteiro, a semana inteira, o tempo possível inteiro. Me descreve da forma mais exaustiva e singular do mundo. Não vou me desbloquear por alguém que sem nem mesmo me ter, já me coloca nas costas o peso de um humor, a qualidade de um riso e até mesmo o futuro da vida.
Sou o motivo dos teus mais alegres sorrisos e do peso rancoroso no fundo da sua alma. Não posso te dar a mão e te arrancar do fundo do poço, não confio em você, você me puxaria para dentro. Seus olhos dizem isso. Você é capaz de tudo, eu sei que é.
Sinto teu cheiro daqui, ele ecoa nos cantos dos presentes que recebi de você. Sinto falta do teu abraço e de ter alguém o tempo todo me olhando, eu sabia que você estava lá, sempre me notando, porque eu prendia sua atenção. É eu sei, eu sei de tudo. 
Você é rude com o mundo, grita com tudo e por tudo, mas comigo não tem jeito, eu retiro isso aí de você. Eu tentei não me sentir especial, mas você ainda faz questão. Sou estúpida e você insiste em me exaltar mesmo assim. É surreal. 
Talvez o meu passado tenha me ensinado coisas legais de modos tortos e eu não tenha dado a chance que você precisou pra me arrancar toda a mágoa que guardei de tudo que me fez derramar lágrimas. Me perdoe e não se condene. Existem pessoas especiais, várias delas por aí, esperando pela oportunidade de revolucionar tudo em que vivemos até aqui.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Prazer, Anna Caroline

Não, eu nunca desconfiei do teu gostar de mim. Eu finjo bem, sabe ? Cada um improvisa um escudo com o que quiser. Eu não estou pronta para o que você quer, parece que estou algemando minha alma enquanto ela clama por liberdade.
Eu sou estúpida mesmo, não se preocupe e nem perca seu tempo tentando encontrar as razões por eu não ter me apaixonado perdidamente por ti, qualquer uma o faria sem nem pensar "meia vez".
Eu faço por mal mesmo, pra machucar. Sou como uma rosa, linda por fora, até mesmo por dentro, mas não queira se aproximar, sentir meu perfume e me ter. Meus espinhos estão ali para ferir.
Eu não me deixo levar. Parabéns! Você conheceu meu novo "eu". E não se desespere quando cair a ficha, meu passado foi bem mais doloroso que a dor que tu vai sentir, e dele eu fui feita. Ah! Boa sorte.

Escrito dia 23 de Junho de 2014

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Sobre o meu verão - Parte I

Em Ottawa , Canadá.
Música boa, daquelas vintages. "Uma cerveja por favor", senti um sotaque pesado por cima daquele inglês cuspido. A partir dali quis poder ouvir aquela voz pelo resto da minha vida. Não me contive e o cumprimentei, me olhou assustado com aqueles olhos azuis nem tão claros mas, profundos. Ele respondeu timidamente e logo perguntou de onde eu vinha, assim que soube, ele quis comentar sobre o principal esporte do meu país. Cortei-o perguntando qual era a parte do mundo da qual ele veio, o "Russia!" veio com um sorriso meio torto, que por sinal era encantador. Não me lembrava de ter visto alguém tão bonito ultimamente.
O clima que estava tranquilo, foi tomado pela fúria de uma chuva que acabou entrando no ritmo da trilha sonora do restaurante.
Depois daquelas perguntas clichês feitas entre duas pessoas que estão longe de seus respectivos países e acabaram de se conhecer, o silêncio nos tomou. Enquanto isso, meus pézinhos cobertos por coturnos desgastados, sacudiam de nervoso ou ansiedade. Minha mão tamborilava no balcão denotando que meu esmalte vermelho sangue precisava ser retocado. Estava distraída, o lugar ia ficando vazio, em silêncio eu clamava para ele falar alguma coisa. Então ele parou minha mão que ainda tamborilava no balcão. Eu olhei sorrindo e me desculpando. Ele ? Nada disso, mas fez questão de repousar seus olhos nos meus enquanto acariciava minha mão delicadamente. Ficamos nos encarando e eu soltei um "posso beijar você?" Ele respondeu com um beijo, e naquele beijo me entreguei completamente. Ali eu notei que valia a pena ser atrevida. Interessante é notar que adoto ideologias gigantes em curtos momentos.

Continua...

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Partindo

Assim que recebi o abraço de despedida da minha família, próximo ao portão de embarque, algumas lembranças agarraram meu coração.
Lembra ? Você nunca se apaixonou pela ideia de eu ir para o outro lado da América, sempre tocávamos no assunto e seu rosto enrijecia de raiva, seus olhos mudavam. Aquela expressão nunca combinou com você. Eu sei que seu coração apertava. Sua insegurança sempre me agradou, eu me sentia especial. 
Mas então, você prometeu ser o dono do meu último abraço antes de partir... E não foi você. Mas de que isso importa ? Você ainda é dono dos meus melhores textos nostálgicos.

Escrito dia 18 de junho de 2014.

domingo, 15 de junho de 2014

Offline por 1 mês

          Intercambiando ~ Viajei 

Estou de saída para um intercâmbio, levarei um diário (sim à moda antiga) onde escreverei textos que pretendo postar quando eu voltar. Não ficarei muito na internet para poder curtir ao máximo.
 Aproveitando a oportunidade, gostaria de declarar que fico infinitamente feliz vendo o número de visitantes crescer. Vocês são incríveis, obrigada de verdade.
Até mais!
-Anna



sábado, 14 de junho de 2014

Fingir amar


Ainda estamos aqui ? Estou incerta sobre nosso rumo. "Boas garotas adoram garotos malvados." estou nessa, me sinto a protagonista daqueles filmes decadentes para pré-adolescentes. Nosso segundo encontro na mesma semana, isso tá deixando de ser casual e tá virando vício. Me pegou distraída e seu oi foi substituído por um beijo firme, adoro seus cumprimentos.
Forjando sentimentos pra dar gostinho de realidade corrompida com indecência. O cheiro do teu travesseiro me dopou até eu cair na tua lábia e nos teus braços. Poucos segundos depois eramos nós dois na confusão da tua cama, ao som de algumas músicas, das quais nunca mais ouvirei sem lembrar de você, de nós dois, dois pseudo-desconhecidos deitados juntos, fingindo amarem um ao outro. A ocasião perfeita, essa sintonia era tudo que me faltava.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

A minha felicidade

Estou acordada. Minha barriga revira de ansiedade, e meu coração acelera ao saber que estou me dando uma nova chance de ser feliz. Sabe? A cada dia... É diferente, eu me sinto sózinha e eu precisava disso para entender mais de mim. Então solidão não tem nada a ver com estar triste. Tristeza é fechar os olhos pro mundo maravilhoso do qual temos acesso sempre que abrimos os olhos pela manhã. 
E felicidade, pra mim, é falar/cantar sózinha pelos cantos, é ouvir minha música favorita ao levantar, é acompanhar o nascer do sol, é observar mais qualidades e menos defeitos quando me olho no espelho, é abrir a janela cedinho e sentir a brisa fria desejando bom dia, é ter a paciência de errar o traço do delineador e tentar acertar novamente, é me envolver na história de um livro, é sorrir ao recordar lembranças, é viajar, é beijar quem eu quiser quando eu quiser, é fazer alguém sorrir, é passar a madrugada com amigos virtuais jogando, é ser otimista, é andar de skate, é comer besteira, é dançar, é ter a família que tenho, é ter poucos mas ainda assim amigos de verdade, é vestir o que eu bem entender sem me importar com os olhares alheios, é cultivar cultura, é dormir, é sair da zona de conforto sempre que me encontro nela, é sorrir de algo estúpido, é ser o que minhas mágoas me tornaram.


segunda-feira, 2 de junho de 2014

Repetindo a dose

Tua barba faz cócegas na palma das minhas mãos enquanto a acaricio, enquanto nos beijamos, aliás. Tua mão tem o dom de me fazer arrepiar seja lá qual for o lugar que ela esteja prestigiando. Teu olhar de cor e brilho inconfundíveis. Teu sorriso que dá gosto de causar.
E você disse: "Sei lá, esse teu jeitinho de menininha doce não confunde meu instintos, você é melhor que qualquer mulher por aí. Teu jeito de olhar desconfiada me faz querer te provar tudo o que deve contestar sózinha, ocultamente. Tua boca que mesmo quietinha, parece clamar por mais um beijo. Ela é linda, parece ter sido desenhada por anos pelo arquiteto mais renomado do mundo. Tal qual teu corpo, tuas curvas. Que delícia é te ter envolvida nos meus braços, ouvindo sua respiração, sentindo seu coração palpitar cada vez mais rápido... E, finalmente, notar que crio efeitos deliciosos sobre você, é o mais satisfatório do mundo!"
Tuas palavras soam tão gostosas quanto teu beijo envolvente. Tão sinceras e complexas quanto o que eu sinto quando você usa sua força para me transmitir segurança. 

...

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Pode parecer loucura mas...


Mais um para a lista. Me sinto vulgar falando assim, mas já não me importo e muito menos me arrependo. Porque você é aquela má influência que minha mãe detestaria saber que eu beijei, você é aquele que chega bem pertinho com mil e uma intenções, que olha no fundo dos olhos fazendo seu alvo viajar sobre tudo que pode estar prestes a acontecer, aquele que sem decência alguma segura forte na cintura e (tenta) em outros cantos, aquele que durante o beijo se afasta para sorrir e deixar as coisas mais quentes, aquele de poucas palavras e muitas ações, aquele que tem gostinho de errado e de bebida alcoólica.
Seus olhos expressivos, me olhando há poucos centímetros de distância, me fazendo perder as poucas palavras que restavam; seu jeito de provocar me fazendo avançar e a forma com que você deu continuidade, seus lábios envolvendo os meus com ganância... Tudo isso fez com que aquela multidão desaparecesse e restássemos apenas nós, em outra dimensão. Eles não entenderiam, é algo indescritível.
Obrigada pela experiência moço.

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Vomitando você


Surpresa ! Exatamente, eu não corri atrás, não lamentei minhas dores na sua janelinha de conversa. É um lugar que espero não abrir nunca mais. Digo isso do meu coração, mas continuo entregando ele por aí. 
Não adianta eu tentar ignorar meus sentimentos e lembranças, guardá-los, e permanecer de alma suja. Então, como o "seu" caso não é encerrado, eu preciso continuar renovando minha paz...
Não deixo de lembrar seu sorriso escandaloso toda vez que passo na calçada em que passávamos sempre, onde todos os dias nossos sentimentos para com o outro afloravam. Foi naquela mesma rua que você puxou meu braço e segurou minha mão pela primeira vez, lembro até do esmalte das minhas unhas contrastando com sua pele branquinha feito neve. Lembro do nosso primeiro beijo, que não aconteceu muito longe daquela rua. Não esqueço da sua voz; dos seus olhos castanhos esverdeados que brilhavam enquanto você sorria até ficar com as bochechas rosadas; do seu perfume que insistia em grudar em mim; do seu cabelo macio; da maneira como você falava; dos seus braços me envolvendo em papos que na época eu achava o máximo; das nossas tardes no parque, brincando na chuva; dos seus problemas que eu adorava ouvir; do primeiro "eu te amo"; daquele bloco em que nos refugiamos da chuva, das pessoas, do mundo.
Tal qual, lembro da sua primeira manifestação grosseira, da sua ira que invadiu o lugar do nosso amor, de algo que continuará para sempre inexplicável.
Eu não sinto falta. Mas eu me recuso a ignorar coisas tão bonitas, simplórias e verdadeiras que eu guardo de você e do que fomos um dia. Eu prefiro acreditar que você ainda é aquele garoto, tímido que raramente trocava olhares, de poucas palavras, meigo, doce, transparente, pelo qual me apaixonei. E ainda, prefiro fingir que tenho culpa do nosso fim, para que essa sua imagem fique comigo para sempre.


domingo, 18 de maio de 2014

Ainda sobre nossa despedida

As músicas... Ah! Eu não devia tê-las associado à você. Agora não poderei ouvi-las por um longo período. E as milhares de fotos que tenho no celular ? Estão me dando um trabalhão para apagar. "Você tem certeza de que deseja apagar isso da memória do seu celular?" Do celular, da vida também. 
É complicado aceitar que você é o cara da vez. É, aquele que eu tenho que focar em esquecer. Aquele que farei de tudo para evitar, o que não me aborrece porque te tenho bem longe. Ops, não te tenho. Força do hábito. Perdão.
Culpa minha ? É. Digerir minha honestidade e transparência deve ser algo que sua capacidade não o permite. Não se incomode, até agora ninguém conseguiu digerir mesmo. Mas eu superestimei você, sua maturidade, para no final das contas você assumir "Eu sou assim. Um idiota, um babaca mesmo."
Não vou bancar a insensível e dizer que nada mudou. Claro que mudou. Eu me apeguei sem querer. Nosso problema foi deixar tudo tão solto, a ponto de cada um interpretar o mesmo caso de modo ambíguo.
Sabe, já estou grandinha para assumir consequências de um "erro", sem chororô e com a cabeça erguida.

sábado, 17 de maio de 2014

Formal demais

Eu sempre me orgulhei de dizer que você é mais velho, que você é totalmente diferente de todos que eu já conheci, que você é inteligente. Foi engano.
 Também, sempre pestanejei tentando encontrar em você, unipolaridade. Falhei novamente. Isso não me incomodaria, não fosse sua extrema força de vontade de demonstrar coisa nenhuma. Eu não sou obrigada a fingir ser a sua garota perfeita, não reclamando de ausências, carências, e não me opondo à seu ponto de vista político marxista. Sabe por quê ? Porque com mais cuidado, outros olharam para mim e me viram perfeita, sem esforços, do meu jeito.
Não, você nunca cobrou sua personalidade em mim, mas sua repulsão do reverso, do oposto, me amedrontaram. E eu estou farta de carregar esse peso, sem receber recompensa alguma.
Destinos escolhidos. Cada um para um lado. Já estava decidido, deu pra fingir que não, mas agora é tarde. É como se tivéssemos nos conhecido numa estrada, que levaria à uma queda livre. Você não prometeu que iria comigo até o final, você só me ajudou a chegar onde eu precisava estar, na pontinha do que me leva ao abismo.Vivi confusa esses meses para garantir que quando chegasse ao precipício, eu pularia. 
Obrigada pela companhia no trajeto, me ensinou mais do que eu precisava saber. Sobre a vida, sobre amores, e sobre mais uma "tipologia" de caras. Obrigada mas, adeus.

sábado, 26 de abril de 2014

A tua forma de amar

A verdade é que no momento em que paro de tentar buscar você em tudo, eu me sinto vazia. A solidão vai corroendo tudo de bom que guardei de nós dois. Você não faz questão e eu não quero levantar um dedo para mudar tudo isso, para que quando eu sofra mais um pouco eu possa jogar a culpa sobre você e seus princípios, dos quais até hoje não entendi muito bem como funcionam.
Você jura que me ama e eu não sinto esse amor. Eu nem sou quem você precisa. Não moro do teu lado, não sou eu quem você vai encontrar todo dia, não é para mim que você fará questão de contar os detalhes do teu dia ou da tua vida. E o que você me oferece são palavras, mas elas são tão leves que as vejo voando e percorrendo outros ouvidos e ainda assim, fico quieta. Não vou mexer com sua preciosa liberdade, então não brinque com minhas emoções porque elas desestabilizam o meu "ser livre". 
"Eu te amo". Me ama e não pergunta como eu tô despretensiosamente, não fala meias palavras espontaneamente pra me tirar o sorriso do qual você adora. Ama e ainda me deixa sentir só. Ama e não quer se apegar. E eu me odeio por ter feito isso primeiro. Porque é fácil se apegar quando só o seu jeito de falar comigo me balança, quando só no seu abraço eu encontro meu alívio, quando só olhando nos seus olhos eu me enxergo melhor, quando só te beijando eu sinto coisas inexplicáveis, quando só segurando a sua mão eu vou sem rumo certo, quando só a sua maneira de mentir me enlouquece cada vez mais, pouco a pouco.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Indecisão

E esse papo de relacionamento sério ? Eu ando tão confusa e indecisa sobre tudo e você quase que exige de mim a certeza dos meus sentimentos para contigo. Se a resposta estivesse comigo eu lhe entregaria de bandeja, sem complicações. Mas você me impede de estar certa de qualquer coisa, me perdoe a sinceridade.
Assumir algo fixo e que roube parte de mim, requer no mínimo um sentimento que me garanta felicidade apesar de qualquer sofrimento que esteja por vir. Tem que ser algo que me faça querer só a tua presença para anestesiar minha angústias. E, me perdoe mais uma vez, não confio na sua capacidade de aguentar alguém que tenha uma personalidade tão exótica, feito a minha. Haja estômago e nenhuma covardia. Isso, apesar de você já me conhecer profundamente...
E para ser mais sincera ainda, não estou segura de que você realmente enxergue um futuro no meio do nosso amor, deixa eu chamar assim, vai... É gostoso saber que mantenho algo único com alguém mais único ainda. 
A euforia dos nossos encontros, amassos, beijos, abraços, carícias, das tuas mãos nas minhas me eleva, e confunde. Quero me entregar a você por completo, quero poder te conceder o melhor de mim, quero até mesmo sofrer pela saudade, quero viver suas ânsias e anseios, seus medos e suas conquistas segurando sua mão. Mas antes, quero ter certeza. Você cobra de mais, para quem me assegura de menos. 

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Sobre o último ano do colegial

Não, não me sinto orgulhosa em declarar que sou mais uma pessoa clichê que só foi amadurecer no último do ensino médio. Não que hoje eu seja uma adulta sensata investida num corpinho e carinha de adolescente, mas que eu venho encontrando com mais frequência a minha personalidade e a minha moral frente à ética exigida socialmente.
Ok. Uma coisa por vez. Ano passado ainda era tudo confuso, parecia que eu usava um óculos embaçado e por mais que quisesse enxergar perfeitamente, eu era impossibilitada por algumas das minhas ex-prioridades. Tá que eu não era nenhuma criança (não mesmo), eu já tinha noções básicas do que eu teria que fazer para chegar a ser "alguém na vida". Ano passado, também, eu já fazia vestibulares e não me saía tão mal. Só que naquela época, eu colocava minha paz interior nas mãos de um mero e vagabundo relacionamento amoroso, minha felicidade sempre dependia disso, e isso não é coisa do ano anterior e sim de anos anteriores, desde meus 13 para falar a verdade. Eu nunca, desde então, tinha tido tempo para separar a Anna da Anna + um namorado. Eu não costumava tomar decisões sózinha, e a cada escolha eu pensava antes no relacionamento do que no que seria melhor para mim caso isso acabasse. O amor quando é recíproco mesmo que de maneira falsa, te faz sentir elevada, e segura. É bom, mas eu deveria ter me amado antes de ter demonstrado amor maior por outrem. E essa necessidade e posse de relacionamentos amorosos foi um ciclo que acabou há alguns meses. 
Partindo para outros princípios, antes desse ano eu comecei a moldar minha personalidade. Experimentei iguarias para ter certeza do que eu queria afirmar a vida inteira. Também não tinha responsabilidades, ainda era possível empurrar com a barriga e dizer que eu tinha que aproveitar antes de chegar o momento do "É agora ou nunca!". E finalmente chegou. No inicio do ano eu fui obrigada a trocar meu "Top Prioridades", isso para conseguir sobreviver. Não existia mais namorado, era só eu, eu que teria de procurar um ponto referencial para entregar minha dedicação, tempo e esforço, que antes eram dedicados à um menino. Então eu decidi que me dedicaria à minha cultura, que meu foco seria meu academicismo.
Para iniciar o ano de maneira mais inusitada ainda, conheci um homem (não coloquei garoto porque é muito banal para a pessoa que ele é.), nos tornamos amigos e amantes, mas dessa vez tive cautela para não deixar fluir algo maior que a minha vontade de seguir sózinha. E então, eu e ele não temos nada muito fixo. Isso nos permite ter a liberdade que é de cada um por direito. Ele tem acrescentado aspectos cultos à minha personalidade. O que mais eu poderia almejar ?
Eu fui me conhecer à pouco tempo. E isso tirou o embaçado que outras pessoas acrescentavam na minha visão. Sou desconfiada e tenho os pés no chão, mas vez ou outra caio na tentação pra não abandonar meu instinto aventureiro.
Comecei a nem ter tempo para pensar em outras pessoas. Egoísmo não é o termo correto, amor próprio, esse sim. Passei a entender que se tornou uma necessidade conhecer e compreender tudo o que aconteceu e que se passa na história mundial. Aceitei que meu papel não é impressionar ninguém, e sim surpreender alguém que valha a pena. E notei que a felicidade só é encontrada quando não é buscada, e que quando de maneira simples, você entende a complexidade em que se vivia.

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Nossa paz


Foi em cima da hora, ele voltou para a cidade de surpresa e o relógio me mostrava 5:17 p.m., ele mandou mensagem dizendo que seria bom se nos encontrássemos às 6:30 p.m., no mesmo lugar que nos vimos pela primeira vez. Um convite disfarçado de sugestão. Nem respondi, já comecei a fazer planos para sair de casa e só voltar no dia seguinte. Fui correndo pro banho, passei aquele perfume que ele adora, soltei o cabelo e a roupa não tinha nada de especial, aliás, a ocasião não exigia que eu fosse a mais bem vestida, porque sabe, ele não liga muito para essas coisas.
Cheguei alguns minutos mais cedo, e ele já estava lá. De longe já notei aquele nervosismo típico, mexendo no cabelo e no celular ininterruptamente. Quanta confiança, ele soube que eu iria mesmo sem nem ter respondido o sms. Enquanto caminhava até ele, me questionava sobre o quão previsível eu sou ou tenho me tornado. Nos abraçamos e ele disse baixinho "eu sabia." Rimos, e um beijo reencontrou todos os nossos motivos para nos gostarmos e querermos tanto assim. É, sabia mesmo, ele me conhece mais do que achei ser possível. Ele sempre esteve seguro em relação ao que me fez sentir, e apesar das coisas não serem muito claras, é notável que somos felizes nisso.
Comemos num fast-food, e depois seguimos (de skate) para a casa dele. Ele me ofereceu um banho e uma camiseta para vestir. Sem ninguém por perto, sem nenhum barulho, ficamos na sacada, observando os carros, cada qual com seu pensamento. Ele é tão inteligente. Tentei decifrar o que ele pensava, enquanto isso ele foi se deslocando para um pouco atrás de mim, puxou meu braço, me levando para perto do seu peito, beijou minha testa e disse que queria que aquele momento não acabasse, então eu soltei um "xiu!". Ele e eu concordamos em curtir o presente, o passado não importa e o futuro é imprevisível. O celular tocou e era a nossa música, ele não se importou em me beijar enquanto a melodia nos guiava para longe de todos os nossos problemas.
Estávamos na cama dele, ao som de ambas respirações e de uma chuvinha, pensei em chorar e pedir para que não fosse embora. Porém, não faz meu tipo, essa menininha já não está aqui dentro, ela já não existe, e com ele eu faço questão de ser o que sou hoje, não é preciso fazer força para ser alguém que eu cogito ser perfeita para ele. Eu sou perfeita para ele, porque sou eu quem estava lá naquele momento.
Os segundos se tornavam cada vez mais curtos e no fundo eu estava triste, por saber que na manhã seguinte, depois de uma noite adormecida no peito do meu "amor", o único dele que poderia sentir, seria o perfume no meu cabelo. Sabia que teria um bilhetinho próximo à cabeceira da cama dizendo algo clichê, mas vindo dele nada é clichê, ele faz de qualquer detalhe, único. O admiro.
Dormimos.
À essa hora, 09:23 a.m. ele deve estar a algumas milhas daqui, e não me importo, porque mesmo se afastando cada vez mais, uma felicidade me invade, roubando o meu sorriso (que ele mais adora), apenas por saber que teremos tempo suficiente para sentir falta um do outro, para que a mesma situação/sensação se repita. Amo a maneira solta de como levamos isso.